Além dos R$ 300 mil que o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) diz ter tomado emprestado de um empresário, o parlamentar também pode ter contraído um outro "empréstimo". Desta vez, no entanto, não seria dinheiro em espécie. E o credor não seria nenhum amigo. No lugar do dinheiro, um helicóptero. E as despesas correriam por conta dos cidadãos que pagam impostos na capital do país. Recentemente, o senador foi flagrado numa gravação feita pela Polícia Civil no DF supostamente combinando um partilha de R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), fato que o levou a fazer um discurso de defesa na quinta-feira no plenário do Senado.
O rastro agora não foi deixado em conversas telefônicas interceptadas pela polícia, como na que o peemedebista combina a partilha do dinheiro de origem desconhecida. São relatórios de bordo do helicóptero do governo do Distrito Federal que revelam a nova encrenca envolvendo o senador.
Os documentos, aos quais o repórter Paulo Mario Martins, do UOL News, teve acesso, mostram que no ano eleitoral de 2006 Roriz foi passageiro assíduo da aeronave, mantida com recursos públicos. Na época, ele havia se licenciado do cargo de governador do DF para disputar uma cadeira no Senado. Em seu lugar, assumiu a vice-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB).
Os registros, que estão anexados numa ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público do Distrito Federal, apontam pelo menos seis viagens tendo o então candidato ao Senado a bordo. Em 17 de maio, por exemplo, o helicóptero fez o seguinte itinerário: saiu da residência oficial do governo do Distrito Federal e foi até à casa de Roriz.
No dia 22 do mesmo mês, novo deslocamento com o candidato. Desta vez, o percurso foi mais longo. A aeronave deixou a residência oficial e foi até a fazenda dele, em Luziânia, já no Estado de Goiás. Lá, buscou Roriz e o levou até sua casa, em Brasília.
Escalas
Mas havia escalas durante o percurso. Em depoimento ao Ministério Público, os pilotos do helicóptero confirmaram que transportaram o ex-governador e acrescentaram que as viagens foram feitas com o consentimento de Abadia. Revelaram ainda que o destino de Roriz era eventos políticos realizados pelo governo do Distrito Federal.
Para o Ministério Público, não há dúvida: o então governador licenciado usou um bem público para interesses particulares. "Considerando que o segundo réu [Roriz] já não mais encontrava-se no exercício do cargo público, o seu comparecimento a tais eventos de governo deu-se exclusivamente no seu interesse particular", diz, no processo, o promotor Alexandre Sales de Paula e Souza.
Na ação, que tramita na 8ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal, o MP pede que Abadia e Roriz sejam condenados a devolver aos cofres públicos os gastos com as viagens feitas no helicóptero e processados pela Lei de Improbidade Administrativa.
Outro lado
Roriz não quis dar entrevista. Mas o advogado dele, José Milton, admitiu que o senador usou o helicóptero para ir a eventos públicos do governo do DF quando já não era mais governador. Ele alegou, no entanto, que as viagens e o comparecimento dele em entrega de obras, por exemplo, aconteceram porque o peemedebista ainda fazia o trabalho de transição do governo para Abadia.
Por telefone, Abadia disse ao UOL News que não tem conhecimento da ação movida pelo Ministério Público. No entanto, ela reconheceu que transportou Roriz, pelo menos uma vez, no helicóptero do governo para levá-lo à inauguração de obras. Mas a ex-governadora afirmou não ver nenhuma irregularidade nisso. "Não era campanha política, era um ato do governo que já estava programado há muito tempo. Foi só uma carona", declarou.
Escrito por UOL News às 18h30
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Três vezes campeão de torneios do ATP Tour, semifinalista de Roland Garros (1999) e medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo (2003), o ex-tenista Fernando Meligeni faz sua estréia no UOL News nesta segunda-feira.
A partir das 14h30, ele estará comentando a primeira semana do Torneio de Wimbledon, outros assuntos importantes relacionados ao tênis e respondendo às perguntas dos internautas.
Para participar do programa e mandar suas perguntas, entre no auditório virtual William Shakespeare no horário do programa.
Você também pode saber mais sobre a vida, a carreira e as novas iniciativas de Fernando Meligeni, entre elas Copa Fino de tênis, em seu site oficial. Ou ainda acompanhar diariamente histórias, notícias e comentários do ex-jogador em seu blog.
Escrito por UOL News às 16h00
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Resumo dos capítulos
25 de maio - Surge a denúncia contra o senador Renan Calheiros. Reportagem da "Veja" diz que o presidente do Congresso tinha despesas pessoais pagas por um lobista da Mendes Júnior. Segundo a reportagem, o gasto, de R$ 16,5 mil mensais, era uma ajuda financeira para uma filha de um relacionamento extraconjugal com a jornalista Mônica Veloso.
28 de maio - Dizendo ser vítima, Renan fez seu discurso de defesa no plenário do Senado. Ao final do discurso, senadores fizeram fila para cumprimentá-lo.
29 de maio - No dia seguinte, o PSOL, partido da ex-senadora Heloísa Helena (que, como Renan, também tem sua base no Estado de Alagoas), entrou com uma representação no Conselho de Ética sobre suposta quebra de decoro parlamentar por parte de Renan. O Conselho de Ética estava desativado desde fevereiro, não tinha nem presidente.
30 de maio - O senador Sibá Machado (PT-AC) foi eleito presidente do Conselho de Ética. Sibá pediu uma semana para analisar os documentos apresentados por Renan. Em entrevista ao UOL News, Sibá prometia uma investigação isenta.
6 de junho - O lobista Cláudio Gontijo depôs à Corregedoria do Senado e confirmou o que Renan havia dito em seu discurso de defesa. Afirmou que tudo o que ele fez não passou de favor para um grande amigo. Veja vídeo.
No mesmo dia, o senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) foi indicado para ser o relator do processo no Conselho de Ética. Veja vídeo.
(continua abaixo...)
Escrito por UOL News às 12h50
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13 de junho - Cafeteira divulgou seu relatório, depois de dois dias de investigação e sem ouvir nenhuma testemunha: pediu o arquivamento do processo. O jornalista Fernando Rodrigues comentou, no UOL News, a "inovação" do Senado: arquivar sem investigar. O mesmo Fernando Rodrigues, na Folha, publicou reportagem mostrando que o gado de Renan era dos mais valorizados do país.
14 de junho - O Jornal Nacional mostrou que comerciantes apontados como compradores de gado na documentação usada por Renan para justificar a origem de seus recursos negaram terem feito negócios com o senador, no momento em que o Conselho de Ética pretendia arquivar o processo de quebra de decoro parlamentar contra ele. A venda de gado das fazendas de Renan em Alagoas, que teria lhe rendido R$ 1,9 milhão em quatro anos, era o principal argumento dele para afirmar que tinha recursos próprios suficientes e não utilizou dinheiro de uma empreiteira para pagar pensão alimentícia à jornalista Mônica Veloso.
15 de junho - Renan passou a madrugada reunido com seu contador, senadores e advogados. Um calhamaço de novos documentos entregues foi entregue ao Conselho de Ética. O Conselho de Ética adiou a votação do pedido de arquivamento do processo para a terça-feira seguinte, para fazer perícia nas notas sobre venda de gado.
18 de junho - Gontijo foi ouvido pelo Conselho de Ética. Disse que Renan pediu a ele que fosse interlocutor no caso da pensão a Mônica Veloso (veja vídeo). No mesmo dia, Cafeteira pediu afastamento do cargo de relator, alegando problemas de saúde. Sibá Machado decidiu adiar a votação marcada para o dia seguinte.
(continua abaixo...)
Escrito por UOL News às 12h50
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19 de junho – A liderança do PMDB na Casa divulgou que o relator que substituiria Cafeteira seria Wellington Salgado (PMDB-MG), um dos defensores de Renan Calheiros e que dizia ser favorável ao arquivamento do caso. A pedido de Renan, o então relator Cafeteira não entregou o cargo, apenas se afastou. Por isso, Salgado virou um relator "ad hoc", que só poderia complementar o relatório, sem mudar a conclusão.
20 de junho - O Conselho decidiu, mais uma vez, adiar a votação do relatório que recomendava o arquivamento. Permaneciam as dúvidas sobre a veracidade dos documentos apresentados pela defesa para comprovar operações de venda de gado em suas fazendas. Um dia antes, a Polícia Federal entregou aos senadores uma perícia que questionava a maior parte dos documentos. Senadores pediam o comparecimento de Renan ao conselho. Renan disse: "Quando for necessário eu vou, mas apenas quando for necessário."
No fim da sessão, as cenas do próximo capítulo: o relator substituto do processo, Wellington Salgado, que já havia anunciado seu voto pelo engavetamento do caso, renunciou ao cargo. Disse que o julgamento já tinha ultrapassado os limites da questão ética: "Começou um grande jogo e não sei como isso vai acabar".
21 de junho - "Não permitirei que levem o Senado a uma crise institucional. Não arredarei o pé", disse Renan (veja vídeo). Foi um dia de frases de desabafo: "Renúncia não existe no meu dicionário. Fiz o que precisava ser feito, agora cabe ao Conselho de Ética decidir. Minha vida está aberta, minhas vísceras foram abertas", afirmou.
23 de junho - Surge mais uma denúncia contra um senador. Escutas feitas pela polícia com a autorização da Justiça lançaram suspeita sobre Joaquim Roriz (PMDB-DF), ex-governador do Distrito Federal.
(continua abaixo...)
Escrito por UOL News às 12h49
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24 de junho - A Folha de S.Paulo publicou entrevista com Mônica Veloso. "Amei, amei muito", disse.
25 de junho - O Conselho de Ética completa cinco dias sem trabalhar. A oposição pressionava.
26 de junho - O ingrediente da renúncia volta ao roteiro da novela. Sibá Machado entrega a presidência do Conselho de Ética. Veja vídeo. Um mês depois da denúncia que originou o processo contra Renan, o Conselho de Ética agora não tinha presidente nem relator. "As decisões do conselho começam a ser contaminadas mais por emoções políticas do que pelas investigações", disse Sibá Machado.
27 de junho - O senador Arthur Virgílio é indicado
pelo PSDB para a presidência do Conselho de Ética. Em entrevista
ao UOL News, Virgílio disse que o caso Renan virou crise institucional. Ele
acabou perdendo a disputa para Leomar Quintanilha (PMDB-TO), aliado de
Renan.
Enquanto isso, a crise no Senado reduzia as votações no plenário. O senador Romeu Tuma, corregedor da Casa, chegou a afirmar que só com uma dúzia de chefes de terreiro é que a limpeza poderia ser feita. Veja a reportagem do UOL News.
28 de
junho - A quinta-feira foi um dia "quente" na novela da ética no
Senado. Pela manhã, durante cerimônia em Brasília, o presidente Lula, ao lado de
Renan, fez uma defesa velada do senador e pediu cuidado ao Ministério Público e
à Polícia Federal (veja
vídeo). À tarde, antes de ir à igreja rezar, Joaquim Roriz foi ao
plenário fazer seu discurso
de defesa. Negou as suspeitas e disse ser vítima de massacre. À noite, o
senador Renato Casagrande (PSB-ES), que havia sido publicamente convidado por
Quintanilha para ser o novo relator do caso Renan, foi "desconfirmado" pelo
presidente do Conselho. O UOL News foi ouvir o que Casagrande tinha a dizer, e
ele disse que Renan Calheiros interfere no Conselho de Ética. Veja a
entrevista:
A novela está longe de acabar, a julgar pelos acontecimentos do roteiro. O recém-eleito presidente do Conselho de Ética do Senado é investigado pelo Ministério Público. Leomar Quintanilha é acusado de receber propina em troca de emendas ao Orçamento destinadas a obras em 1998. O alvo de investigação da Procuradoria são três emendas do senador, do ano de 1998, que somam R$ 280 mil. Dois inquéritos correm em sigilo no Supremo Tribunal Federal sobre o caso.
Internautas, estejam convidados a comentar e fazer suas previsões para os próximos capítulos e o desfecho desta novela.
Escrito por UOL News às 12h47
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Abaixo, o programa "O que é que eu Faço, Sophia?" sobre direitos do consumidor de TV por assinatura. Aproveite para tirar suas dúvidas.
Escrito por UOL News às 23h29
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Escrito por UOL News às 11h19
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Quem vê a imagem abaixo e se lembra de quanto eles já se digladiaram em campanhas eleitorais passadas, estranha os sorrisos e a aparente impressão de amizade:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido pelo governador de São Paulo, José Serra, na sede do governo paulista, para a assinatura de um convênio de R$ 7,3 bilhões, no total, para investimento em obras no Estado. Apesar das aparências, houve uma leve troca de farpas. Veja a reportagem de Diogo Pinheiro.
Escrito por UOL News às 21h41
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Escrito por UOL News às 23h36
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Escrito por UOL News às 17h52
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De nada adiantou o pedido público de desculpas da ministra do Turismo, Marta Suplicy. O "relaxa e goza" virou comentário obrigatório nas rodinhas e nas longas filas do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), enquanto os passageiros aguardavam para embarcar (ou não), na manhã de sexta. Alguns comentários eram tom de piada. Mas a grande maioria exprimia revolta. Nossa reportagem foi conferir o drama de quem precisa do transporte aéreo brasileiro em tempos de caos. Veja.
Escrito por UOL News às 14h45
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Abaixo, frases do brigadeiro José Carlos Pereira, presidente da Infraero, na entrevista que deu com exclusividade ao UOL News.
"Quando você soma insatisfações pessoais, falta de pessoal e ambiente de tensão num contexto extremamente crítico como é esse da aviação civil, os resultados estão aparecendo aí."
"Minha versão sobre isso é que o acidente da Gol gerou um ambiente de insegurança jurídica nas pessoas, o que levou as pessoas a se protegerem. Aconteceu um acidente com 154 mortes, quem vai ser o culpado por isso? Se você considerar mesmo um homicídio culposo, com o acúmulo de penas, a coisa é brutal. Cada um tratou de se defender, e a partir daí cada um passou a cumprir a lei rigidamente. E quando você começa a cumprir a lei rigidamente e surgem conflitos, acaba também a cooperação."
"É uma falta de boa vontade, uma falta de elã, digamos assim, de conduzir as coisas."
"Nessa crise atual, não espero normalidade antes do início da noite de amanhã (sexta). Para a situação toda voltar ao normal, o ministro Waldir Pires fez previsão de um ano. Eu acredito que o ministro está certo. Um ano, um ano e meio, acredito que o país poderá chegar a uma situação melhor dentro desse prazo."
"Aconselho o que eu mesmo me aconselho todo dia de manhã: ter paciência. A minha paciência já está durando 9 meses e é diária, porque diariamente estamos enfrentando esse tipo de problema. A nossos passageiros, recomendo isso: paciência. Não adianta violência, não adianta nenhuma ação, não adianta fazer nada que não seja, realmente, ter paciência. Infelizmente, é a única palavra que eu encontro."
Escrito por UOL News às 20h32
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Escrito por UOL News às 18h24
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Crise nos aeroportos, impasse diplomático entre Brasil, EUA, Índia e União Européia. Pelo menos no noticiário desta quinta-feira, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), deu uma respirada. Ainda falta encontrar um relator para o processo contra o parlamentar alagoano no Conselho de Ética. Espera-se o depoimento de Renan no Conselho, mas ainda não há previsão para que isso aconteça. O senador chamou de "esquizofrênica" a crise política que infrenta e disse que não arreda o pé do comando do Congresso Nacional. Lucia Hippolito comenta o caso aqui no UOL News.
Escrito por UOL News às 16h14
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Quando Bush visitou o Brasil em março, Lula pediu, em entrevista coletiva concedida ao lado do presidente norte-americano, que os ministros dos dois países, sentassem, conversassem e chegassem a um acordo sobre a rodada de Doha. Há 15 dias, Bush telefonou para Lula para acertar detalhes sobre a negociação. Mas bastou os representantes do Brasil e da Índia abandonarem uma reunião na Alemanha, para Bush culpar os dois países pelo fracasso nas negociações. Rubens Barbosa, ex-embaixador do Brasil nos EUA, comenta o impasse aqui no UOL News.
Escrito por UOL News às 16h03
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Não é de hoje que o caos aéreo tem atormentado os brasileiros. Desde o acidente com o avião da Gol, em setembro do ano passado, os problemas nos aeroportos pipocam. Desta vez, além dos milhares de cidadãos, até a seleção brasileira, teve de esperar horas para decolar rumo à Venezuela para a disputa da Copa América.
E também não é de hoje que as autoridades não apresentam uma solução definitiva para o problema. O presidente Lula, por exemplo, já anunciou o fim da crise pelo menos duas vezes:
09/12/06 – Cochabamba (Bolívia)
“Eu acho que acabou [a crise nos aeroportos]. Nós, agora, estamos vivendo o rescaldo de coisas que aconteceram. Mas está entrando na normalidade, há compromisso dos controladores, a Força Aérea brasileira assumiu o compromisso da descentralização e nós estamos preparando o Brasil para que não tenha nenhum problema. Fazia muito tempo que o Brasil não tinha nenhum problema.”
04/04/07 - Brasília
“Estou confiante de que os aeroportos brasileiros vão encontrar paz e normalidade, não apenas na Semana Santa, mas daqui para a frente.”
Infelizmente, as previsões não se confirmaram.
Escrito por UOL News às 15h34
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Ao lado do governador mineiro, o tucano Aécio Neves, o presidente Lula voltou a fazer, em público, uma previsão sobre o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2007. Em discurso nesta quinta, na capital mineira, empolgado com os atuais números de economia, o presidente afirmou:
“Como a economia está crescendo, ela cresceu 4,3% no primeiro trimestre, vai crescer um pouco mais no segundo, um pouco mais no terceiro e vai crescer um pouco mais no quarto. Eu posso dizer para vocês que nós não apenas atingiremos crescimento de 5%, como poderemos passar esse crescimento de 5% para que ele se transforme em crescimento duradouro, sustentável para recuperar os quase 30 anos de estagnação da economia brasileira”, disse.
O governo prevê um crescimento de 4,3% do PIB para este ano. Em seu primeiro discurso depois de vencer as eleições no ano passado, Lula sentenciou: “O Brasil vai crescer 5% este ano.” O crescimento da economia ficou em 3,7%, valores revisados pelo IBGE. Será que desta vez nosso presidente acerta?
Escrito por UOL News às 14h41
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O ex-governador de São Paulo e ex-deputado federal Luiz Antonio Fleury Filho disse aos jornalistas que estão na porta do InCor-SP que o senador Antonio Carlos Magalhães está na UTI do hospital, "mas consciente". Fleury foi ao local para visitá-lo, mas afirmou que não pôde ver o senador, pois ACM estaria "impossibilitado de receber visitas".
"O quadro é estável e tranqüilo. Quem sabe, semana que vem ele estará de volta a Brasília", afirmou o ex-governador. Ele não pôde ver o senador pois ACM estaria impossibilitado de receber visitas. Segundo Fleury, ACM ficará um tempo no hospital para acompanhamento devido a "troca de medicamentos". Ele conversou com Antonio Carlos Magalhães Júnior, filho do senador, e outros familiares que estão no local.
Veja o relato do repórter Diogo Pinheiro e a entrevista com Fleury:
Escrito por UOL News às 16h52
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Internado sem previsão de alta no InCor (Instituto do Coração), em São Paulo, o senador Antonio Carlos Magalhães (DEM), 79, não autoriza o hospital a divulgar boletins médicos sobre seu estado de saúde. A determinação foi feita depois de sua última internação, em abril. Segundo assessores, o senador ficou chateado com a linguagem utilizada pelos médicos no último boletim divulgado. Segundo a assessoria de imprensa do Incor, os boletins só são divulgados com a autorização do paciente. Desde março, esta é a quarta internação de ACM. Ele vem fazendo check-ups mensalmente. O senador tem problemas cardíacos, renais e diabetes.
A assessoria de ACM desmentiu os rumores de que o estado de saúde dele piorou na noite de terça. O senador está internado desde a última quinta-feira para a realização de exames de rotina. A assessoria de ACM explicou que ele está bem, no quarto do hospital e trabalhando pelo telefone. Segundo a assessoria, em Brasília, o deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto (o ACM Neto) está "negociando" com a equipe médica por telefone a divulgação de um boletim médico hoje à noite.
O deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA) esteve no InCor hoje à tarde para visitar o senador. Antes de entrar no hospital, disse que falaria com os jornalistas na saída. Depois da visita, saiu por outra porta e limitou-se a dizer, à distância, que "ele está bem".
No final de maio, ACM sentiu-se mal no Senado e chegou a cair no chão em frente ao seu gabinete. Em abril, foi internado no InCor com insuficiência cardíaca. ACM é cardiopata, portador de insuficiência cardíaca congestiva, em decorrência de um infarto, ocorrido em 1989.
Escrito por UOL News às 13h15
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“A crise política não se encerra com a última renúncia, a última cassação ou a última punição. Ela exige que nós aprimoremos a ética e a transparência. A única maneira que nós temos para fazer isso, além de aprofundar a investigação, é fazendo a reforma política.”
A frase parece atual, mas é de 21 de setembro de 2005. Autor: o presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB), sobre a renúncia do então presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP), que deixou o Legislativo acusado de receber cheques do proprietário de um restaurante do Congresso em troca da renovação de uma permissão para explorar o estabelecimento, caso que ficou conhecido como “mensalinho”. Ouça a declaração disponível no site do senador.
O enredo, agora, é outro. Relacionamentos extraconjugais, lobistas, gado, açougues, notas fiscais suspeitas ... Sem uma defesa convincente, começa a pressão para que o presidente do Congresso deixe o cargo. “Não saio. Estou tranqüilo”, diz Renan.
Só a saída de um parlamentar tão poderoso e influente, aliado de todos os governos desde o fim da didatura militar basta? E o aprofundamento das investigações? A tal reforma política? A transparência? A ética, como lembrou bem Renan, em 2005? Ainda estamos no aguardo da indicação de um novo relator para o processo contra o parlamentar no Conselho de Ética do Senado.
A produção do UOL News em Brasília tem pedido insistentemente uma entrevista com o senador Renan Calheiros. Continuamos aguardando uma resposta.
Escrito por UOL News às 17h29
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O mundo dá voltas, diz o ditado. Tomou posse hoje na Secretaria Especial de Planejamento de Longo Prazo Roberto Mangabeira Unger. Outrora crítico contudente do governo Lula, o filósofo, professor de Harvard, agora tem status de ministro do governo Lula. Entre 2003 e 2004, Mangabeira foi colaborador do UOL News com suas análises a respeito de política nacional. Dos nossos arquivos, pincelamos um comentário tecido por ele sobre a votação no Congresso das PPPs, sigla usada para designar as Parcerias Público-Privadas, um projeto do governo para ajudar a acelerar o crescimento econômico do país com obras de infra-estrutura. Na ocasião, julho de 2004, sobre a eficiência desse projeto, Mangabeira disse:
"É exatamente o formulário do Banco Mundial e da imprensa internacional de negócios... a ajuda que o Estado dá aos grandes investimentos privados, exatamente no figurino que o Banco Mundial recomenda aos países pobres. Só que tem o seguinte: o único país de renda média e de tamanho considerável cujo governo ainda acredita nessa história é o Brasil.”
Ouça a frase na voz do próprio Mangabeira (clique no botão "play"):
Quando Mangabeira disse isso, o presidente Lula estava na metade do terceiro ano do seu primeiro mandato. Ontem, perto da metade do primeiro ano de seu segundo mandato e na véspera da posse de Mangabeira, Lula recebeu em Brasília Robert Zoellick, futuro presidente do Banco Mundial. Temas das conversas: empréstimos para projetos de infra-estrutrura, medidas para acelerar o crescimento do país. Nova sigla em voga: PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Veja os discursos de Mangabeira e de Lula na cerimônia de posse do novo
ministro (imagens da NBR, TV do Poder Executivo):
(PS.: o título desta nota é emprestado do título de um dos livros do professor Roberto Mangabeira Unger.)
Escrito por UOL News às 14h05
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Disse que gostou de mudanças feitas por Kassab, principalmente de alguns novos quadros nas paredes. "Ele está cuidando bem", afirmou a ministra.
Sobre voltar a trabalhar no prédio, negou que queira concorrer mais uma vez à prefeitura (será?). Já Kassab, que pleiteia a reeleição, desconversou. "Quero continuar cuidando bem da cidade", disse o prefeito, que elogiou a boa intenção da ministra em discutir projetos para a melhoria do turismo em São Paulo. Desta vez não fez críticas às antigas administrações, como de costume.
2008 está aí e a troca de afagos tem hora para terminar. Com Geraldo Alckmin (PSDB), Aldo Rebelo (PC do B), Arlindo Chinaglia (PT), também lembrados para a disputa da prefeitura da maior cidade do país, restarão elogios mesmo somente para os quadros do Edifício Matarazzo.
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Escrito por UOL News às 18h47
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Escrito por UOL News às 16h03
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A semana começa fervendo no Senado Federal. No dia em que o Conselho de Ética da Casa colhe o depoimento de Cláudio Gontijo, um dos pivôs do caso que originou o pedido de processo contra o senador Renan Calheiros (presidente do Senado), o relator do processo, senador Epitácio Cafeteira pediu afastamento do Conselho por dez dias. No sábado, Cafeteira passou mal e, segundo assessores, chegou a desmaiar. Gontijo seria o lobista da construtora Mendes Júnior, e era ele quem intermediava pagamentos de Renan à jornalista Mônica Veloso. Seu depoimento está marcado para as 14h30. Vote na enquete: qual será o desfecho do caso Renan no Senado?
Escrito por UOL News às 11h45
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