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31/08/2007

Calma, boneca

O tumulto e troca de insultos que permearam a sessão em que foi apresentado no Conselho de Ética do Senado na quinta-feira o parecer dos relatores pedindo a cassação do presidente da Casa, Renan Calheiros, pode ser apenas um indício da tensão que pode tomar conta da reunião em que o mesmo relatório será votado, na próxima quarta (05).

 

"Estão querendo castrar o direito de um senador de falar. A força do Direito sim, o direito à força não. E não adianta bater na mesa!", disse o senador Almeida Lima (PMDB-SE), para Tasso Jereissati (PSDB-CE).

 

"Calma, boneca!", disse Tasso, para Almeida Lima.

 

"Ninguém quer castrar Vossa Excelência", afirmou o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), para Almeida Lima.

 

"Você é um vendido!", dirigiu Tasso a Almeida Lima.

 

"Nem as palavras nem a estatura de Vossa Excelência me impressionam", Almeida Lima devolveu a Tasso.

 

"Calma!", sentenciou Pedro Simon (PMDB-RS).

 

E assim caminha o Conselho de Ética...

 

 

Escrito por UOL News às 17h46

24/08/2007

O dia que a cueca derrubou um político

Quem pensa que a cueca só entrou na história política do Brasil recentemente está enganado. Muito antes de um assessor ser flagrado com dólares na cueca, como aconteceu em 2005, um político brasileiro já havia se envolvido em um escândalo por causa da peça íntima. O fato foi lembrado pelo historiador Luiz Felipe de Alencastro antes de analisar a atuação do Supremo Tribunal Federal no caso do mensalão em entrevista ao UOL News.

No final da década de 40, o deputado federal Edmundo Barreto Pinto foi cassado e perdeu seu mandato por ter posado de cueca para uma foto. A imagem foi publicada pela revista de maior circulação no país na época, "O Cruzeiro". Alencastro lembrou que o deputado foi induzido pelo fotógrafo a posar com a peça íntima no quarto de um hotel. Punição rígida. Em tempos de mensalão, bois, ex-amantes nuas, o que será que aconteceria com Barreto Pinto?  

Escrito por UOL News às 18h22

17/08/2007

Barrados no ato

Parentes das vítimas do acidente com o avião da TAM ficaram de fora do palco armado na praça da Sé, pela organização do “Cansei”. Isso porque o ato foi programado para prestar uma homenagem às vítimas do acidente, que completa um mês nesta sexta. Enquanto o Agnaldo Rayol cantava o hino nacional, os parentes formavam fila na rampa que dava acesso ao palco.

 

 

 

Alguns dos integrantes do grupo, formado por cerca de 40 pessoas, chegaram a afirmar que o “Cansei” foi oportunista. A presença do grupo nem sequer foi citada pelo locutor do evento. O presidente da OAB-SP e líder do “Cansei”, Luiz Flávio Borges D’Urso, justificou o fato, alegando que a armação metálica do palco poderia cair, já que ele estava lotado de empresários, artistas e dezenas de seguranças. 

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Escrito por UOL News às 19h08